Durante as férias tive uma conversa algo surreal com um psicólogo. Dizia-me, o imberbe, que o ponto G era um mito e que havia vários artigos médicos a prová-lo.
Pois bem, à custa da ignorância de uns, pagam todos. Este será um post extensivo acerca do ponto G, com quase tudo o que precisam de saber sobre ele. Será algo explícito e gráfico em alguns momentos. Quem for mais sensível, passe à frente. Quem tiver olhos para ler, que leia.
O ponto G é uma zona no interior da vagina que - ao ser estimulado da forma correcta e no contexto adequado - permite à maioria das mulheres alcançar orgasmos muito mais intensos e duradouros que aqueles que normalmente experienciam.
Ainda assim, aqui fica aquilo que é o mais comum, no que a este tema diz respeito.
Então, se é tão fácil, porque é que há quem não o encontre e até quem escreva documentos técnicos dizendo que não existe? Porque ele não está sempre lá. É como a erecção no homem. Não é por o homem não estar sempre erecto que a erecção não existe. Da mesma forma, não é por o Ponto G não estar sempre tumescido que não existe.
O vídeo seguinte apresenta-se apenas como ilustração para perceberem onde se localiza:
Estimulação
Ora bem, se o ponto G não está sempre lá, como o descobrir? Estimulando.
Primeiro o ponto G não deve ser nunca o ponto de partida. Começa-se sempre por tudo o resto. O ponto G funciona muito melhor quando a mulher já está globalmente excitada. E nem todas as mulheres apreciam a mesma forma de estimulação. Aqui se deixa uma forma de estimulação que, geralmente, funciona. Mas nada como serem criativos e explorarem, aprenderem e inovarem.
O Chamamento
Ora bem, a técnica é muito simples, sabem aquele movimento que as mulheres fazem com o dedo indicador, com ar maroto, quando nos querem chamar para junto delas? É isso. Pelo menos a parte central é isso, mas convém algum enquadramento:
Para esta explicação assume-se que a mulher está deitada de barriga para cima e vocês por cima dela. Ajustem para as variações que realizarem.
Portanto, estando a mulher bem aquecida, bem excitada, e desejando ardentemente que a penetrem, vão lá abaixo e brincam com a língua nas virilhas e nos grandes lábios, sem nunca tocarem no clítoris. Ao mesmo tempo as vossas mãos ficam a deambular pelo corpo dela, acarinham os seios (no futuro haverá um post sobre como fazer isto bem), acariciam a barriga, as ancas, agarram-lhe as pernas, descem ate aos joelhos, sobem pela parte interior das cochas, yada yada yada. Tudo isto com a calma e sensualidade necessária (e não mecanicamente como o meu discurso aparenta), sentindo, observando, estando presente e atento.
Ora bem, cheguemos então ao busílis da questão. A língua deve começar a acariciar os pequenos lábios e dirigir-se suavemente ao clítoris. Enquanto isso uma das vossas mãos deve mover-se das coxas para a entrada da vagina. A outra mão deve continuar a tocar, apertar, acariciar e deambular por várias partes do corpo dela. Um bom sítio para se estar neste momento é na cintura, segurando a pélvis para controlar os movimentos dela, apertando-a com firmeza.
Então, língua no clítoris, dois dedos a subir e descer pela entrada vaginal, tocando os lábios, certifiquem-se que ela está receptiva. Que quer, que deseja, que é o momento. E então inserem os dois dedos na vagina, palma da mão virada para cima, sem fazer pressão em nenhuma parede vaginal (não é muito recomendado que entrem logo com os dedos curvados a fazer pressão na parede superior da vagina ao entrar, visto que basta uma unha mais mal cortada para ferir... é uma zona sensível, tenham cuidado). Uma vez lá dentro, executa-se então "O Chamamento".
Assim, dobram suavemente os dois dedos (como se viu no vídeo) para cima e puxam um pouco para fora. Volta-se a esticar os dedos, entrar, curvar para cima, puxar para fora. Repetir a gosto. Em geral isto produz, só por si, um efeito muito forte e elas começam a perder o controle. Não vão com elas. Deixem-nas enlouquecer. Não acelerem demasiado, não tentem ir atrás da respiração delas, ou dos movimentos frenéticos que possam fazer com a cintura. Façam ao vosso ritmo. Controlem vocês. Acelerem mas nunca de forma descontrolada, para que não perca o efeito. Progressiva e calmamente.
E não sejam máquinas. Continuem tudo o resto, continuem a tocar-lhe o corpo, segurar o cabelo, passar os dedos nos lábios, apertá-las (neste momento é óptima ideia segurá-las e controlá-las), continuem a lamber o clítoris e as virilhas e continuem o movimento dos dedos, de quando em quando podem tirá-los completamente para fora e voltar a enviar logo de seguida, tão profundo quanto possível, voltando depois ao chamamento.
Sejam criativos, há muito para explorar a este nível, e muito para fazer. Pratiquem. Toda a teoria é estéril, a prática é tudo. Pratiquem, só errando poderão aprender. Mas em geral, se seguirem estas indicações, terão um grande feedback.
Claro que podem também estimular o ponto G usando diferentes posições sexuais em que o pénis faça uma pressão considerável nessa zona da vagina. O homem sentado num banco/cadeira sem braços com a mulher sentada em cima dele variando a inclinação da penetração, é das mais apreciadas.
Problemas e soluções
Existem 2 problemas/obstáculos principais a que a mulher consiga atingir o famoso orgasmo G. São eles:
- Dor/Desconforto
- Vontade de urinar
Ponto 1: Dor/Desconforto
A maioria das mulheres não está habituada a ter a vagina massajada dessa forma. Particularmente quando elas não estão excitadas, o resultado mais comum é doer, ou ser incomodo. A solução disto é sempre tentar excitar o máximo possível a mulher, conseguir que a mente dela já esteja bastante ausente neste momento. Uma grande ajuda para este problema é abrirem um pouco os dedos. Ou seja em vez de terem os dois dedos unidos dentro da vagina, criar uma pequena abertura, ficando os dedos em V lá dentro e acariciando desta forma. Assim a pressão não será feita directamente sobre o tecido do ponto G. Depois podem brincar, fechando e abrindo os dedos. Isto resultará para a maioria dos casos. Podem também tentar variar a pressão.
Ponto 2: Urina
Ao realizar O Chamamento estamos também a incomodar a bexiga e uretra da mulher, o que pode criar uma forte vontade/impulso de urinar. E isto - causando desconforto ou inibição - bloqueia a mulher. É preciso que as ajudem a superar este passo. Não é raro que as mulheres "ejaculem" ao serem estimuladas desta forma, e a dita "ejaculação" sai pela uretra, mas não é urina. É preciso um estado de entrega por parte da mulher, de apenas se deixar ir e o que tiver que ser, será. Quebrem barreiras, inibições e medos. A cumplicidade e a confiança é o que melhor funciona neste caso. Ainda assim, se a mulher não conseguir lidar com a sensação podem aplicar os mesmos métodos referidos em cima, o V e variar a pressão.
Há toda uma panóplia de variações e problemas que não é possível relatar aqui extensivamente. Há mulheres que não apreciam estimulação clitoriana e no ponto G em simultâneo, há até mulheres que nem sequer têm o dito ponto G, ou seja, não atingem nenhum estado elevado, façam o que fizerem. É tudo uma questão de explorar.
Aprendam, pratiquem e - se tiverem dúvidas - apitem. Do que eu souber e puder, responderei.
E já agora, se souberem mais, se quiserem partilhar alguma experiência, o Coach está sempre eager to learn ;)
Now get out there... and make some women happy!
"No longer will our penises remain flaccid and unused! From now on, we fight for every man out there who isn't getting laid when he should be! This is our day! This is our time! And, by God, we're not gonna let history condemn us to celibacy! We will make a stand! We will succeed! We will get laid!" - Kevin Myers (American Pie) ...